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quinta-feira, 16 de julho de 2009

SAl_e_CorPo




afago o ar que vem,
entro pelo mar (a)dentro
encontro a brisa que vem de longe,
ouço o silêncio,
o som que fica, permanece
salpica meu corpo
com sabor a gotas salgadas

entro, na nossa magia
os desejos ultrapassam todas as ondas do sentir
tremo de ardor interior
o meu corpo entra em contacto com o teu
escorregamos,
sentimos na nossa língua o sal atravessando a nossa pele
sedentos de tocarmo-nos,
perdemo(nos) no mar (a)dentro

a água intensifica a inevitável viagem...

esta é a poesia que desejo ouvir de ti
está é a poesia que escolhi para nós
!afaga-me!

sábado, 3 de janeiro de 2009

o meu QUINTAL que me vê acordar todos os dias...

"Lolinha"




a ternura das veias, em sua textura macro... como se do meu interior se tratasse...
são mesmo as couves do meu quintal

eSTAMOS em janeiro...

sábado, 20 de dezembro de 2008

ainda o tempo




Porque o tempo não para e a palavra escrita permanece, urge reflectir, exteriorizar pensamentos, novas descobertas sobre o que me rodeia.

Conduzida pela mudança “profissional”, que me leva a estar maior parte do tempo… na
Torre do Relógio… mediada por um objecto, me leva a um querer sobre a leitura de um espaço, no qual todos os dias me movo e me move, através dele busco ambientes de cultura, pelas suas ruas rectilíneas abertas no tecido medieval, sem palácios, com construções humildes acariciadas pelas suas gentes, marcadas(os) pelo carácter religioso, que lado a lado, marcam o compasso de todos os sons, ritmos…
É esta cultura que desconhecem, que no agora se defronta com o território do novo mundo… um território rural emancipado, onde não encontra semelhanças com nenhum outro território… conformado pelos romanos, conquistadores e invasores espanhóis e franceses, outros haverá… reflectiram, porém, reflectem a lonjura dos tempos, a novidade… incorporada no nosso olhar.

Que vêem, que sentem, que imaginam ao olhar?

Da experiência urbanística, muito se reflecte, entre pequenos e menos pequenos arquitectos, historiadores, engenheiros de qualquer coisa… sociólogos, nas várias atmosferas do saber… mas, a experiência individual com o meu olhar se amplia, despida de grandes ciências, como um Ser, avanço na perspectiva do sentido da criação que suas gentes, monumentos, construções humildes, me levam ao “experimento” daqueles que o construíram antes de mim. Como senti-los?

Porquê, ver os edifícios e chafarizes, apenas, dispostos como produto da organização mental do homem da sua época… quero ir mais além do edifício, da espacialidade, da transformação como objectos móveis onde operam as grandes transformações…

O chafariz reflectido na paisagem é de humilde criação, de estranha beleza, explode em todos os seus cantos… é o palácio deste centro …
Caminia … relaciona a vila, seus habitantes, forasteiros e peregrinos, simples passantes, (des) comprometidos turistas – à contemplação e a admiração… do centro de passagem, configura a paisagem como um elemento de destaque… um meio ao ritmo serial imposto pelo novo tempo – o agora mas não está sozinho!

[atravesso o vidro através do som]

Algo excêntrico, alucinador «The official video for Hard Times, taken from the album 'The Bachelor' - released in June 2009. Directed by Ace Norton.»